A Indústria Cultural

25 05 2009

Theodor Adorno em parceria com os outros filósofos da sua época, teve uma tarefa de elevada importância. Ele via que a realidade da altura estava a mudar e principalmente, a tomar outras dimensões.

O comércio começou a fortalecer, e o capitalismo tinha chegado para ficar, devido ao crescente avanço tecnológico. Por consequência, Adorno pensou e defendeu a ideia de que o Homem tinha perdido a sua autonomia e que estava a tornar-se cada vez mais materialista, guiado pelo poder da economia.

Defendia ainda que “A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autónomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente.” A sociedade deixou os valores humanos e adoptou o valor do mercado.

Aliás, no livro “ A dialética do esclarecimento “, por Theodor Adorno e Max Horkheimer, na indústria cultural, tudo é um negócio.

Enquanto negócios, os seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais.”

Esta frase é bastante esclarecedora: hoje em dia, qualquer arte é um meio de manipulação, e não só um instrumento cultural, ou seja: uma obra com simples intuito de puro prazer e expressão tem duas funções.

A intenção da indústria cultural é obscurecer a autonomia das pessoas; como quase

manipular. É esconder a perspecção delas. Em si, considera-se uma própria acção valorativa, que possuí ideologia própria.

A arte, segundo este dois filósofos é o oposto da vida selvagem. É ela que liberta as algemas do homem, para que este seja racional, e assim autónomo.

Adorno e Horkheimer não caíram no pessimismo. Aliás, ele defende que existe solução para este sistema, (que na base deu origem ao problema global da crise): a estética e o sistema devem ser regulados. E depois a Indústria cultural, não pode, segundo estes dois filósofos, ser pensada, de modo fechado e absoluto, uma vez que, se a Indústria cultural tem uma origem, esta poderá eventualmente desaparecer.

Desta maneira, admitimos que “Actualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (…) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objectiva”, então cabe a nós utilizar a consciência e interpretar o mundo onde vivemos.

Vital é percebe que “A Indústria Cultural produz uma padronização e manipulação da cultura, reproduzindo a dinâmica de qualquer outra indústria capitalista, a busca do lucro, mas também reproduzindo as idéias que servem para a sua própria perpetuação e legitimação e, por extensão a sociedade capitalista como um todo”.


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